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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Comunicação além da Comunicação?

por Sylvio Micelli

Assunto instigante esse, não?

Inicialmente esclareço aos membros do grupo que sou formado há 13 anos pela FIAM/SP. Depois fiz Licenciatura em Comunicação pela Fatec, voltada para a área de rádio e alunos do Ensino Médio. Fiz pós-graduação em Política e Legislativo pela Unesp e, atualmente, curso o 1º ano de Economia pela Unicsul.

Durante todo este período não me afastei do ambiente acadêmico, muito menos do convívio com os profissionais de Comunicação, quaisquer que sejam as especializações.

Os cursos de Comunicação, em tese, são unificados nos primeiros dois anos que são reservados a conceder o "embasamento humano e sociológico" ao futuro profissional. Nos outros dois anos, cada qual segue sua especialização, quando recebe ensino técnico e prático para concluir seu bacharelado.

Peço desculpas antecipadamente aos colegas, mas não concordo com um curso único de quatro ou cinco anos, com o intuito de ampliar conhecimentos. Tenham certeza de que isso não ocorrerá, simplesmente pelo fato de que, em que pesem carreiras correlatas, são incompatíveis. Iria na verdade além: separaria tudo, desde o primeiro ano, como já acontece com alguns cursos de Rádio e TV. Algumas disciplinas da grade curricular poderiam ser até iguais, sem maiores problemas. Com um pouco de esforço e dedicação, em seis ou sete anos, a mesma pessoa poderia ser bacharel nas três habilitações, eliminando-se disciplinas da grade curricular.

Além disso, ao analisarmos o Jornalismo (JN), a Publicidade e Propaganda (PP) e a Relações Públicas (RP) deparamo-nos com situações profissionais díspares. Senão, vejamos:

- enquanto no campo do JN ainda se discute, absurdamente, a questão da validade ou não do diploma, tanto RP quanto PP já dispõem de conselhos e estruturas profissionais que, até prova ao contrário, estão livres de questionamentos por mais estranhos que sejam.

- precisamos lembrar que as empresas impõe-nos uma promiscuidade funcional. Eu sou jornalista. Mas tenho que ser, dentro da área, redator, editor e pauteiro. Fora da área devo ser fotógrafo, diagramador, gerente de site e até distribuidor de jornal.

Acredito que cabe ao profissional, qualquer que seja sua profissão, "agregar valor à carreira". Mas isso deve ser opção própria.

Sei que não houve a afirmação de que devemos agir de acordo com o mercado, mas ele é feroz e exigirá cada vez mais, e mais, e mais... Não quero entrar num discurso político, mas podemos comparar à base do Capitalismo ou, numa versão mais atual, do Neoliberalismo. Ou seja, vamos concentrar cada vez mais atribuições aos profissionais! Eles devem saber mais e mais. Se possível falar dez idiomas e entender "de merda à bomba atômica".

O profissional multifacetado é o sonho de qualquer empresa. Ela paga por um e recebe três, quatro profissionais.

Por fim, não nos esqueçamos do famoso profissional "faz-tudo". Aquele que é igual ao pato: voa, nada, anda, canta. Mas faz tudo muito mal...

Texto escrito ao grupo [comunicacaopublica] em 21/12/2008 com base nas propostas feitas abaixo por Aurélio Martins Favarin do www.tcccomunicacao.blogspot.com

"Boa noite. Quero lançar na lista dois questionamentos:

1º- Vocês acreditam que os cursos de comunicação devem continuar sendo separados em habilitações (jornalismo, pp, rp etc) ou que deveria existir um curso amplo e abrangente, com talvez cinco anos, com apenas o título "Comunicação Social"? Peço que respondam este questionamento levando em consideração a realidade das empresas.

2º- O que vocês precisam saber em seus empregos além de comunicação? Eu mesmo, por trabalhar em uma empresa de rastreamento, preciso compreender como funciona o georeferenciamento, logística, transporte rodoviário de cargas (situação das estradas, preços de combustível, quantidade de caminhoneiros autônomos, transportadoras e terceirizadas etc). Logicamente que, além disso, tem muito mais. Apesar dessa pergunta parecer
desinteressada, este tipo de exercício e questionamento pode fazer com que os membros da lista entendam as realidades de outros profissionais e contribuam com colegas de setores próximos. Afinal de contas, nem sempre é tão claro o que precisamos saber.

Atenciosamente
Aurélio Martins Favarin"

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