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domingo, 10 de maio de 2009

TJ/SP "responde" à pauta de reivindicações da categoria... À distância!

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Reunião para tratar da pauta de reivindicações dos Servidores do Judiciário do estado de São Paulo? Que nada! Para quem não tem respostas nem argumentos, o ideal mesmo - para eles - é mandar projetos de respostas por e-mail. Foi o que aconteceu na tarde da última sexta, dia 08 de maio.

A
Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), bem como as demais entidades representativas de servidores, recebeu um e-mail encaminhado pelo Diretor Técnico de Serviço do Gabinete da Presidência, José Roberto Fabro Ferrari. As "respostas" foram enviadas pelo juiz auxiliar da presidência, James Alberto Siano.

A íntegra do material, que você acompanha em anexo, é permeada por indefinições ou resignação e pedidos ad infinintum de paciência, após 70 dias exatos do não cumprimento da data-base da categoria e com apenas uma reunião ocorrida, há quase um mês, e sem nenhuma solução.

É inegável que o TJ só se mobilizou em "responder" à pauta de reivindicações da categoria, ainda que por e-mail e de forma evasiva, pressionado que está pela realização, crescimento e cada vez mais adesão de servidores às chamadas Operação Padrão. Portanto fica claro que, apenas e tão somente por mobilização da categoria, é que os servidores do Judiciário transformarão as "respostas" ora apresentadas em algo de concreto.

A Assetj lamenta o comportamento até aqui demonstrado pela cúpula do TJ. Cresce, especialmente entre os advogados, o temor de uma nova greve, a exemplo das ocorridas em 2001 e 2004. Mas o problema não está na greve em si, que se ocorrer será mais uma vez justa por parte da categoria. O maior problema do Judiciário é a não mudança de postura. A continuar assim, os fóruns do estado de São Paulo não vão parar por conta de uma greve que dure 20, 50 ou 100 dias; vão parar pela própria letargia daquilo que ainda temos respeito que é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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