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terça-feira, 11 de agosto de 2009

12 de agosto é a hora da verdade

por Sylvio Micelli / Assetj

Editorial

Não se deixe levar pelas mentiras que querem que você acredite!


É chegada a hora da verdade. Se o dia 11 de agosto é comemorativo à Advocacia, o próximo 12 de agosto será de Assembleia Estadual de toda uma categoria para decidir não apenas os rumos da atual Campanha Salarial iniciada em fevereiro passado.


Passados cinco anos da última greve cabe a todos fazer uma avaliação junto à própria consciência. O que mudou de lá para cá? Não é chegada a hora de passar o Judiciário a limpo e como um todo?


Aqui não defendemos a greve e é claro que tal decisão pertence única e exclusivamente a você, Servidor. O que a Assetj sempre defendeu é a reflexão, o debate e sempre assumiu as responsabilidades que seus associados a incumbiu.


Há, ainda, muita discussão sobre a greve de 2004 e, com o devido respeito ou vênia, para usarmos do juridiquês, muita mentira se conta aos servidores sobre 2004 com o interesse de dividir a categoria.


Oras! Nós servidores do Judiciário somos unos, simples assim. Não tem esse papo de Capital X Interior X Litoral que lamentavelmente tivemos de ouvir em atos públicos. Não somos Escreventes X Auxiliares X Oficiais de Justiça. Somos sim, e com orgulho, Servidores de um Poder que, de joelhos, esmola ao Executivo e ao Legislativo.


Algumas pessoas, sabe-se lá com que intenção, dizem que nossa greve de 2004 foi uma derrota. Mentira! Nenhuma categoria do funcionalismo público do estado de São Paulo conquistou mais reposição salarial na última década do que a nossa. Claro que isso foi a custa do sacrifício de duas greves.


Este divisionismo é pernicioso e quem usa deste expediente está direta ou indiretamente, a serviço do patrão, no caso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Quer induzir toda a categoria ao erro e desmobilizar o servidor na luta pelos seus direitos.


A
Assetj nunca usou nem usurá deste recurso odioso que é ludibriar seu associado e os servidores em geral, do Judiciário e de outros poderes.

Nossa postura sempre esteve definida em prol de 56 mil servidores e se erramos, nunca nos omitimos nem nos escondemos por meio de mentiras.


Você, servidor, faça um cálculo. Pegue seus holleriths antes da greve de 2001 e depois da greve de 2004. Compare, calcule. Pegue até mesmo suas declarações de Imposto de Renda. A Matemática derruba o engodo.


Os descontos absurdos que ocorreram após a greve de 2004 ainda são discutidos nas instâncias superiores da justiça e poderão ser reincorporados a um passivo que o TJ também não paga.


Lembre-se que o seu salário de hoje, mensal e que paga suas despesas, foi fruto de uma luta intensa e não se deixe enganar. Ele está aquém de suas necessidades? É metade do salário de um servidor da justiça federal? Sim, sem dúvida! E só por meio de mobilização é que a situação será revertida.


O Servidor do Judiciário paulista não nasceu para ser o “Pedro Pedreiro” da bela obra de Chico Buarque.


Arregacemos, pois, as mangas e rumo à vitória!


(*) Texto originalmente publicado no Jornal Assetj Notícias nº 125 de julho de 2009

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