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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Comentários sobre a 1ª Edição de "O Momento"

Sylvio Miceli (*)

Em relação ao ano passado, a apresentação deste jornal melhorou sensivelmente. No entanto, os textos continuam deixando a desejar.

É lógico que há exceções, porém não o bastante para que pudessemos afirmar que o jornal está bom, em se tratando de último ano e um jornal-laboratório.

Destacam-se as matérias da editoria de política, afinal são "quentes" e foram objetivas ao informar os leitores sobre as próximas eleições, a volta do imposto sobre a utilização de cheques e os desafios do novo prefeito de São Paulo.

Já a página 3, que coube às matérias sobre a faculdade estão perdidas, exceto "Calouros têm boa impressão da faculdade. O texto "Mulheres são maioria na comunicação" comete diversas erros, até subjetivos, tais como: não creio que em qualquer sala desta faculdade haja um universo de 90% de mulheres; além disso, se questionarmos a qualquer colega do sexo feminimo, cairá por terra, a também afirmação que "a discriminação ... não é marcante ... com igualdade de condições com o homem".

As matérias da editoria de cultura cometem erros de informação, como o nome "thrash" (do inglês açoitar) e não "trash" (do inglês lixo), no trabalho a respeito do Sepultura. "Morumbi tem pólo cultural" é bem informativa, no entanto comete o pecado de não informar aos leitores o significado de "antigualha". Na matéria "Cinema renasce no Brasil", há dois erros: a) "O Qu4trilho" foi indicado à categoria de melhor filme de língua não-anglo-saxônica e não melhor filme estrangeiro; b) o filme de Fellini é "Oito e meio" e não como constou.

A editoria de comportamento erra ao colocar um nome fictício no trabalho "Garotas antecipam a adolescência". Devem ser colocadas as iniciais da pessoa, ou do menor que não deve ser identificado. Em "Novo milênio traz esperança", há um erro de cálculo, que inclusive fez parte da coluna do "ombudsman" Marcelo Leite da Folha de São Paulo, há duas semanas. O próximo milênio começa em 01 de janeiro de 2001, portanto, faltam 5 anos. Isso sem contar o grave erro de gramática na falha do verbo haver ("Há quatro anos...).

Na matéria "Multa para quem suja as ruas é de R$ 789,80", deveria ser abordado com o advogado Ivan Malheiros, que a população não lê diários oficiais. Há a necessidade de uma campanha forte, acessorada pelos meios de comunicação. Isso enriqueceria o trabalho.

No restante, o jornal apresentou textos que tem boas idéias e deveriam ser melhorados, além de falhas na digitação e na gramática.

(*) Texto originalmente redigido em 1996 como ombudsman do jornal-laboratório "O Momento" da Fiam

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