Aconteceu no último sábado (06), uma assembléia estadual dos servidores do Judiciário que mantém, após os 91 dias de greve, reuniões constantes para discutir os rumos da categoria. Além da participação de representantes de entidades e servidores, o evento contou com a presença do senador paulista Eduardo Matarazzo Suplicy (PT).
Pela manhã, houve uma reunião do comando estadual e das comissões diversas que foram criadas para eleaborar estudos sobre os rumos do movimento e da categoria.
Confira os principais pontos dos grupos:
Imprensa: trabalhar por edição mensal de informe dos servidores com 4 páginas e tiragem de 15 mil exemplares; redação de boletins e informativos conforme a necessidade; criação de um plantão telefônico a partir de 16 de novembro por meio do Sintrajud (Sindicato dos Servidores da Justiça Federal) das 9 às 17 horas pelo fone (11) 3337-2515 e manutenção do site www.servidoresdojudiciariosp.cjb.net.
Jurídico: foram entregas dossiês sobre a greve, as punições adotadas pelo TJ e as necessidades da categoria à assessoria do Deputado Federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) e ao jurista Iberê Bandeira de Mello, que analisa ação direta em Brasília para reverter as punições. Segundo o jurista, os mandados de segurança impetrados pelas entidades foi essencial.
Houve conversas com o deputado estadual Cândido Vaccarezza que se comprometeu com a celeridade da votação do projeto de lei que institui a data-base dos servidores (PL 355/2004). O deputado também informou que vai propor ao Colégio de Líderes uma conversa com o Tribunal de Justiça para anistia.
Orçamento 2005: a previsão de despesas do Tribunal cresceu 9% em relação ao ano anterior. Considerando-se as verbas suplementares, a diferença de 4%, ou seja, quase igual à do ano passado. Os deputados estaduais Nivaldo Santana (PC do B) e Roberto Felício (PT) fizeram emendas aos orçamento para ampliar valores de auxílios recebidos pela categoria.
CPI do Judiciário: segundo a assessoria do deputado Roberto Felício, não há elementos que justifiquem a instalação de uma CPI do Judiciário e que caberá à categoria levantar mais denúncias de irregularidades.
Marcha do dia 25: contra a reforma sindical e trabalhista, ônibus poderão ser colocados à disposição da categoria para participar deste importante movimento na capital federal.
Seminário Estadual: acontece no sábado, dia 20 de novembro, a partir das 10 horas um Seminário Estadual para discutir assuntos relativos aos servidores. O evento será na Praça da República, 282.
O Senador Eduardo Matarazzo Suplicy compareceu na Assembléia Estadual dos Servidores do Judiciário Estadual de São Paulo e se colocou a disposição para agendar uma reunião com o desembargador Luiz Elias Tâmbara, presidente do Tribunal de Justiça para conversar sobre a situação atual dos Servidores acompanhado pela comissão de Negociação dos Funcionários do Tribunal de Justiça.
Propostas Aprovadas na Assembléia Estadual de 06 de novembro:
IDA À BRASÍLIA DIA 25 DE NOVEMBRO
Haverá plantão dia 18 de novembro para receber lista de Servidores que vão participar do ato em Brasília. Telefone 11 - 3337-2515 ( Sintrajud) no horário das 9:00 às 17:00 horas
REPÚDIO À OAB
Por votação unanime os Servidores resolveram fazer nota de repúdio à proposta da OAB de fazer parte das reuniões de negociação da categoria.
COMISSÃO DE NEGOCIAÇÃO
Não haverá mudança de nomes da Comissão de Negociação dos Servidores.
CRIAÇÃO DA COORDENAÇÃO DO CONSELHO ESTADUAL DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO
Na próxima reunião do CETRAJ - será votada a proposta de criação uma coordenação provisória do CETRAJ.
FINAL DE ANO
Organização de uma festa dos Servidores do Estado de São Paulo para arrecadar fundos para as comissões do CETRAJ.
SENADOR EDUARDO SUPLICY
A comissão jurídica do CETRAJ vai preparar um relatório da situação dos Servidores durante o período de negociação, greve e supensão da greve para ser entregue ao Senador Eduardo Suplicy. Depois da entrega do relatório será discutida uma data para o Senador e Comissão de Negociação se reunir com o presidente do TJ.
PUBLICAÇÃO NO DOJ
Recursos administrativos individuais, caso haja publicação dos nomes dos funcionários do Tribunal de Justiça que terão redução do número de dias de férias em 2005.
HORAS EXTRAS
Recomendado aos funcionários do Tribunal de Justiça que não façam Horas Extras.
CALENDÁRIO DA ASSEMBLÉIA GERAL ESTADUAL
Dia 11 de Dezembro em Campinas, local a ser divulgado. No horário das 10 horas da manhã haverá a reunião do CETRAJ (antigo Comando Estadual) e às 14 horas a Assembléia Geral Estadual.
Informou Sylvio Micelli
Colaboração: Edson de Oliveira Cavalcante
Publicado originalmente em 08/11/2004
Mostrando postagens com marcador Eduardo Suplicy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Suplicy. Mostrar todas as postagens
sábado, maio 30, 2009
quarta-feira, outubro 15, 2008
O erro fatal de Marta Suplicy
por Sylvio MicelliProponho-me, aqui, a passar bem longe das questões políticas partidárias, comparação de governos enfim, da política como um todo. Pretendo fazer uma reflexão sobre quão pobre e podre tem sido as campanhas eleitorais e o vale-tudo político, até porque, salvo raríssimas e honrosas exceções, os políticos têm projetos de poder e não planos de governo. O capítulo mais sujo aparece agora com o início do 2º turno para a eleição de São Paulo, onde Marta Suplicy e Gilberto Kassab são oponentes.
Quero deixar claro que aqui não trago nenhum juizo de valor sobre os candidatos. Não gosto de ambos, não votei em nenhum dos dois no 1º turno e, possivelmente, nenhum deles merecerá meu humilde voto no próximo dia 26. Para os que acham que o voto nulo é ficar em cima do muro afirmo que, em se tratando de pleito final, anular o voto é não concordar com nada disso que está aí.
Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy é uma bem nascida filha de industriário e teve inegável importância, durante o ocaso da ditudura que dominou o país por mais de duas décadas. Falou sobre sexologia na TV numa época em que o assunto era tabu. Lutou contra o preconceito ético, sexual e todas as pequenezas humanas que rotulam pessoas. Ao menos era o que parecia.
Levada pelo então marido, o senador Eduardo Suplicy, outro paulistano de boa família, Marta ingressou no início do Partido dos Trabalhadores. Eles eram o casal perfeito e davam uma certa nobreza àquele PT do nascedouro. Ambos fizeram carreiras políticas de sucesso e se divorciaram, há pouco mais de quatro anos. Até aí, tudo normal.
Marta, entretanto, sempre teve falas e atitudes controversas. Há muitas pessoas que idolatram o PT e o presidente Lula, mas que não topam o jeito arrogante da candidata. Tem pouca relevância o episódio "Relaxa e Goza", que já faz parte do folclore político que tem em seu "cadastro" gafes das mais variadas e para todos os gostos. Entendo que a frase foi dita num momento de pressão e que foi explorada em demasia como aliás, todos fariam. Se um tucano de alta plumagem tivesse dito tal bobagem, também seria execrado.
A questão agora é outra. Envolver o particular naquilo que é público. Confesso que tomei um susto quando vi a propaganda de início do 2º turno, quando veio questionamento sobre a vida íntima de Gilberto Kassab. Apesar de estar acostumado com tantas e tantas coisas, ainda surpreendo-me com a capacidade laborativa de destruir o que quer que seja, apenas pelo poder.
Você poderá questionar: 'mas um político deve ter uma vida ilibada e realmente as pessoas devem saber quem o cara é'. Concordo, em parte. Esperar de um ser humano uma vida ilibada é ser, no mínimo, inocente. Todos temos defeitos e erros e, sorte nossa, se as pessoas de nosso convívio nos concederem a dádiva do perdão.
Na política temos uma infinidade de casos em que a vida particular preponderou sobre a pública. John Kennedy, Príncipe Charles, Princesa Diana e Bill Clinton seriam os exemplos mais clássicos disso. O que devemos esperar de um político é que ele seja bom administrador. Seus gostos, quaisquer que sejam, não nos interessa.
Além disso, Marta Suplicy deveria ser a última a evocar a vida privada de quem quer que seja. Primeiro, pela seu histórico na defesa das minorias contra todos os preconceitos. Será que ela enganou tanta gente durante todo esse tempo? Segundo, porque ela já mantinha um relacionamento com seu atual marido, Luis Favre, quando ainda estava casada com Suplicy. Aliás, isso foi explorado à exaustão na campanha de quatro anos atrás e muitos creditam ao fato, a não reeleição da candidata em 2004.
Depois de ver a propaganda e o debate de domingo já imaginava o que iria acontecer. Marta seria acusada de fazer uma propaganda de cunho homofóbico, questionando a sexualidade de Gilberto Kassab. Na segunda, durante uma reunião que participei até com simpatizantes da candidata, todos reconheciam o tiro no pé que foi. Claro, que do ponto de vista do marketing eleitoral, a responsabilidade recai sobre o publicitário João Santana. Mas é um tiro fatal numa candidatura que já dava sinais de desgaste ao ter sido derrotada no 1º turno, coisa que ninguém, nem os institutos de pesquisa contava. Pode ter sido desespero, mas foi uma atitude de extremo mau gosto.
Não é possível afirmar, enfim, se Marta Suplicy será ou não eleita daqui a dez dias. Isso só as urnas dirão. Mas uma coisa é certa: o exemplo de Lurian, a filha extraconjugal de Lula e que foi utilizada por Fernando Collor na campanha de 1989 fez com que a candidatura do petista desabasse. Pena descobrir, que 20 anos depois, o PT usou do mesmo recurso. Mau caráter, vil, patético e triste.
Assinar:
Postagens (Atom)